Gestão Financeira

4 dicas para tirar as metas financeiras do papel em 2022

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A esta altura do campeonato os adeptos das metas estão com as respectivas listas a postos para 2023. Objetivos financeiros costumam aparecer com frequência nas intenções, mas é preciso avançar para a próxima – e principal – etapa: tirar as metas financeiras do papel.

 

Apesar de não existirem fórmulas mágicas, algumas práticas organizacionais podem contribuir para obter êxito. Descubra quais são elas nos próximos tópicos.

 

Ainda dá tempo de cumprir as metas para 2022?

 

Quando surgir este tipo de dúvida, reflita: você estará mais próximo de alcançar a sua meta financeira se começar a fazer algo por ela hoje ou se deixar de fazer?

 

Sendo assim, ainda que você tenha se perdido e levado mais tempo do que gostaria para poder se dedicar aos seus objetivos pessoais, lembre-se que mesmo que a meta não seja completamente atingida, aproximar-se do resultado já é uma conquista que fará toda a diferença na sua saúde financeira.

O que são metas financeiras?

 

São chamadas de metas financeiras os objetivos que envolvem dinheiro de forma direta ou indireta.

 

Juntar uma determinada quantia de dinheiro, por exemplo, é um tipo de meta financeira. Mas comprar uma casa é um objetivo que dependerá de dinheiro para ser atingido e, portanto, também pode ser considerado uma meta financeira.

 

Como tirar as metas financeiras do papel?

 

Está com as metas financeiras anotadas, mas precisa daquele estímulo para executá-las? Confira quatro dicas úteis:

 

1. Tenha um plano

 

Ter uma lista de metas financeiras é apenas um ponto de partida, mas não o suficiente para alcançá-las.

 

Digamos, por exemplo, que uma pessoa deseja juntar R$ 5.000,00 ao longo do ano, mas tenha um orçamento que a impossibilita de juntar o dinheiro e não pensa em alternativas para levantar o valor desejado. É bem improvável que, neste contexto, o objetivo financeiro seja atingido. Afinal, sem uma intervenção dificilmente a realidade mudará.

 

Por isso, as metas devem vir acompanhadas de um plano de ação que pode ser a obtenção de renda extra, corte de gastos, venda de utensílios não utilizados ou até contratação de empréstimo.

 

2. Defina prazos

 

Por outro lado, ter a estratégia sem um cronograma para tirá-la do papel também pode colocar em risco o atingimento da meta, com o conhecido hábito de procrastinar.

 

Levando em consideração o exemplo anterior, se o indivíduo decide diminuir os gastos com pedidos de comida em aplicativos para juntar os R$ 5.000,00, mas não tem uma estimativa de quando deseja ter o valor total em mãos, há grandes chances de não cortar os gastos sob a promessa de compensar no mês seguinte, ou só passar a gastar menos dali a um tempo.

 

Essa pessoa pode até conseguir reunir o valor total a que se propôs, mas concorda que ela poderá levar muito mais tempo? Já se houver um prazo para levantar os R$ 5.000,00 até dezembro de 2022, por exemplo, cria-se um senso de urgência para colocar o plano de ação em prática.

 

3. Dê pequenos passos o quanto antes

 

Dividir a meta em pequenas partes pode torná-la mais factível. Em um contexto no qual o objetivo é se livrar das dívidas, quitá-las de uma só vez nem sempre é inviável.

 

No entanto, uma pessoa que tenha 12 dívidas pendentes e só tem condições de quitar uma por mês, pode pagar a que couber no orçamento mensal ao mesmo tempo em que coloca o plano de ação em prática para conseguir quitar as demais dentro de um prazo estabelecido.

 

Por outro lado, quem pretende se aprofundar nos estudos de educação financeira e ler 5 livros sobre economia ao longo do ano, pode dividir a meta principal ao se propor a ler um livro por bimestre.

 

4. Não se apegue a apenas uma meta financeira

 

Quer trocar de celular, mas também quer comprar um carro? Por que não se organizar para tirar as duas metas do papel simultaneamente?

 

Neste caso, é importante levar em consideração o prazo para atingir cada objetivo e o valor que pode ser comprometido mensalmente, para só então calcular quanto destinar a cada um.

 

Uma pessoa que tenha condições de poupar R$ 300,00 por mês, pode guardar R$ 250,00 para comprar um carro e R$ 50,00 para trocar de celular. Em um ano e meio, ela conseguirá comprar um celular de R$ 900,00 à vista e em aproximadamente seis anos e meio será possível adquirir um carro de R$ 20.000,00 – também à vista.

 

Esta é uma boa forma de agir para alcançar planos de curto, médio e longo prazo e poder desfrutar das conquistas ao longo do caminho. A outra possibilidade seria juntar os R$ 20.900,00 (soma dos dois bens de consumo) para só então distribuir o dinheiro.

 

Além das compras, também é possível combinar metas como a quitação de dívidas e aprofundamento na educação financeira, por exemplo. Uma pessoa endividada pode levantar o dinheiro para a dívida ao mesmo tempo em que faz um curso sobre finanças, o que inclusive pode ajudá-la a lidar melhor com o endividamento.

 

Ao se tratar de dívidas, porém, é importante escolher as combinações com cautela e evitar distribuir o dinheiro que seria destinado à dívida para outras finalidades. Eliminar as pendências financeiras deve sempre ser a prioridade devido à cobrança de juros e o efeito bola de neve sem, contudo, comprometer a subsistência da família.

 

Estas foram as dicas para tirar as metas financeiras do papel. Este artigo foi útil para você? Aproveite e compartilhe com alguém.

 

 

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